O Programa Patentes Verdes, criado pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), foi desenvolvido para ajudar no combate às mudanças climáticas. Ele acelera a análise de patentes de tecnologias que contribuem para a preservação do meio ambiente. Assim, essas inovações podem chegar mais rápido ao mercado, sendo utilizadas pela sociedade e incentivando o desenvolvimento de novas soluções sustentáveis no país.
O programa piloto teve início em 17 de abril de 2012, com sua terceira fase encerrada em 16 de abril de 2016. A partir de 6 de dezembro de 2016, o exame prioritário de tecnologias verdes passou a ser oferecido como um serviço permanente pelo INPI.
A patente verde refere-se a uma forma específica de proteção intelectual concedida a invenções que geram benefícios ambientais significativos. Diferentemente das patentes convencionais, que abrangem diversos tipos de inovações, as patentes verdes focam exclusivamente em produtos e processos que contribuem para a conservação ambiental, promovendo maior eficiência energética, redução de resíduos e preservação dos recursos naturais.
Para ser reconhecida como Patente Verde, a invenção precisa atender a alguns critérios fundamentais. Antes de tudo, deve trazer um impacto ambiental positivo concreto, como a redução significativa de resíduos, o uso mais eficiente de recursos naturais ou a diminuição de emissões poluentes. Além disso, a tecnologia deve ser original, ou seja, ainda não divulgada publicamente, e tecnicamente viável, com possibilidade de aplicação prática e funcional. Outro fator importante é seu potencial de aplicação em larga escala, de modo que possa beneficiar diferentes setores da sociedade, indo além de nichos restritos.
O INPI também estabelece cinco áreas prioritárias em que as tecnologias devem se enquadrar para obter o selo de Patente Verde:
1. Energias alternativas;
2. Transportes sustentáveis;
3. Conservação de energia;
4. Gerenciamento de resíduos;
5. Agricultura sustentável.
Figura 1 – Selo oficial utilizado para identificar os pedidos de patentes que preenchem os requisitos do Serviço de Patentes Verdes do INPI. Fonte: WIPO.
A introdução das patentes verdes tem gerado impactos positivos tanto na inovação quanto na economia. Empresas que investem no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis conquistam vantagens competitivas e podem se beneficiar de incentivos fiscais e outros estímulos oferecidos por governos e órgãos reguladores. Isso torna a inovação sustentável não apenas uma responsabilidade ambiental, mas também uma oportunidade econômica estratégica.
Por fim, a patente verde representa mais do que uma simples proteção intelectual. Ela atua como um importante instrumento de transformação rumo a práticas mais sustentáveis, direcionando os esforços de inovação para soluções que conciliam o avanço tecnológico com a preservação do meio ambiente. Assim, a patente verde surge como peça fundamental na construção de um futuro mais sustentável e equilibrado.
Referências:
LOCUS IURIS. O que são patentes verdes e quais as suas vantagens?. Disponível em: https://locusiuris.com.br/o-que-sao-patentes-verdes-e-quais-as-suas-vantagens/
VILAGE. Patente verde: entenda o que é, quais os requisitos e por que ela tem prioridade nas avaliações do INPI. Disponível em: https://www.vilage.com.br/blog/patente-verde-entenda-o-que-e-quais-os-requisitose-por-que-ela-tem-prioridade-nas-avaliacoes-do-inpi/
UNEB. Patente verde: já ouviu falar?. Disponível em: https://inovacao.uneb.br/patente-verde-ja-ouviu-falar/
DRAUSUISSE. O que é patente verde? Entenda o que é e quais são os requisitos para adquirir!. Disponível em: https://drausuisse.com.br/blog/o-que-e-patente-verde-entenda-o-que-e-e-quais-saoos-requisitos-para-adquirir/